segunda-feira, 17 de junho de 2013

Carta aos Governantes

Excelências,

Chegou o momento que Vossas Excelências tanto temiam. O povo despertou! Não o despertou dos movimentos orquestrados na Avenida Paulista. Nem o despertou dos protestos em frente ao Estádios da Copa das Confederações. Esses movimentos, como Vossas Excelências bem sabem, são organizados por homens como Vossas Excelências, que tem um único objetivo: tomarem o poder (e depois esfolar o povo do mesmo jeito).

O povo despertou Excelências, para o mau feito. O povo despertou para a corrupção. O povo despertou para mandos e desmandos. O povo despertou para os problemas deste país e agora o povo sabe que brigar para que isso tudo melhore é um direito deles.

Excelências, não dá mais para aceitar o mau feito. Obras que se desmancham na primeira chuva. Sistemas de transporte caros e desumanos. Os Senhores já pensaram ficar quatro horas por dia dentro de um ônibus? Tem quem fique seis! Não dá mais pra aceitar o ensino de má qualidade, nem as macas nos corredores de hospitais.

Chegou a hora de buscar a eficiência e a eficácia no setor público!

Excelências, não dá mais para aceitar supersalários enquanto um trabalhador ganha o salário mínimo. Pior: não dá mais para aceitar um sistema tributário que onera mais – percentualmente falando -  quem ganha menos do que os ricos. Acho justo um deputado ganhar 15, 20, 30 mil. Desde que o trabalhador também tenha este direito!

Chegou a hora de uma reforma política e tributária que corte na própria pele!

Excelências, não dá mais para aceitar mensalões (sejam eles federais ou mineiros). Não dá mais para aceitar licitações direcionadas, máfia de ambulâncias, sanguessugas e nem valériodutos. Não dá mais para sustentar 39 Ministérios somente para pendurar aliados. Não dá mais para despejar milhões na UNE e na CUT para que eles fiquem caladinhos. Muito menos despejar milhões na mídia, seja ela a golpista, seja ela a revolucionária.

Chegou a hora colocar na cadeia quem faz carnaval com o dinheiro do povo!

Excelências, não dá mais para aceitar a violência. Não dá mais para aceitar uma pessoa honesta ser queimada por causa de migalhas. Não dá mais para aceitar uma geração perdida no crack. Não dá mais para aceitar os pares dos senhores que ganha dinheiro com o tráfico de armas e drogas (o povo já sabe exatamente quem é aliado dos produtores de coca e dos contrabandistas de armas).

Chegou a hora de acabar com as vistas grossas!


Excelências, o povo despertou. É melhor despertarem também. Não é a Revolução. Isso não existe, é apenas uma utopia que nunca funcionou e nunca funcionará. É só que nós queremos o que é nosso por direito: o uso correto dos nossos recursos e uma vida mais digna!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A Privataria Petista - Parte II

A Era das Privatizações e Concessões

A década de 1980 é tida no Brasil como a década perdida. Após diversas crises econômicas o governo militar no Brasil decide impor barreiras alfandegárias gigantescas, impossibilitando as importações. Tal medida protecionista fez com que as empresas brasileiras se acomodassem. Como não tinham concorrentes de peso, não investiam em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e na modernização da produção. O brasileiro era obrigado a consumir produtos caros e de qualidade duvidosa. Foi algo parecido com o que a Presidente Dilma vem fazendo com os automóveis importados na atualidade (mas este é assunto para outro artigo).

Com a abertura dos mercados no início da década de 1990, no governo do Presidente Fernando Collor, as empresas brasileiras eram verdadeiras sucatas. Com a entrada de produtos de melhor qualidade e mais baratos, inúmeras empresas brasileiras faliram. Era a comprovação de que o Estado Brasileiro não sabia ser empreendedor. Quem pagava o preço da ineficiência era o povo.

Em 1990, Collor institui o PND - Programa Nacional de Desestatização. O Programa pretendia com que o Governo se desfizesse de várias empresas ineficientes. Infelizmente a primeira experiência não foi animadora. Collor vendeu a Usiminas, uma das poucas empresas lucrativas nas mãos do Governo. Começa nesta privatização errada a polêmica das privatizações.

Já no Governo Itamar Franco, declaradamente contrário à desestatização, o Governo se desfez da EMBRAER, que estava à beira da falência (hoje uma das maiores do mundo!). No Governo Fernando Henrique Cardoso ocorreu a maior parte das desestatizações.

Hoje, quase duas décadas após as maiores desestatizações, é possível observar os benefícios do Programa ao Brasil. Dinheiro no caixa, multiplicação na arrecadação de impostos, melhoria substancial nos serviços e, o melhor de todos, menos fisiologismo na gestão pública.

Vale, uma das maiores mineradoras do mundo!

A Vale, ex Vale do Rio Doce, é hoje a maior empresa privada do Brasil. Nas mãos do Governo a empresa só dava prejuízo. Hoje, o que ela gera de impostos para o povo brasileiro é metade do seu valor de mercado em 1997. Isso significa que a cada dois anos ela gera ao caixa do Governo uma Vale do Rio Doce de 1997. Antes da privatização a Vale gerava 15 mil empregos e tinha um valor de mercado de 7 Bilhões de dólares. Hoje ela gera 119 mil empregos diretos, incontáveis indiretos e tem o valor de mercado de 160 Bilhões de dólares (22 vezes mais que quando estava nas mãos do Governo).

Imaginem se a empresa ainda estivesse nas mãos do governo? O PT a lotearia inteira aos seus aliados, assim como faz com a Petrobrás e ANP (nas mãos do PC do B).

Telefonia pra todos

Quem não se lembra do martírio que era ter um telefone fixo antes da privatização? Uma linha telefônica custava mais que um carro ou um terreno. Mesmo a preços absurdos, era preciso esperar meses ou até mesmo anos para se conseguir ter uma linha. Graças a privatização hoje as linhas fixas atendem a todo o Brasil, sem custo de aquisição. Sem falar nos celulares. Hoje existem mais celulares que habitantes no Brasil.

Rodovias Paulistas

Nada exemplifica melhor o sucesso das Concessões que as rodovias paulistas. Das 10 melhores rodovias do Brasil, segundo a revista 4 Rodas, 8 estão em São Paulo. Estas mesmas estão nas mãos da iniciativa privada.

A concessão destas rodovias gerou caixa para que o estado recuperasse milhares de quilômetros de estradas vicinais (como a Limeira – Arthur Nogueira, a Limeira – Cosmópolis e a estrada que liga a Anhanguera à empresa Ajinomoto – só pra citar as estradas de Limeira).
Existe muita crítica às concessões de rodovias paulistas devido aos pedágios. Eles existiam antes das privatizações e mesmo assim as estradas continuavam sem manutenção. A concessão gerou eficiência na gestão dos recursos dos pedágios. Estes são pagos somente por quem usa (e não por toda a população). Seus recursos são inteiramente aplicados nas rodovias, que melhoraram significativamente, reduzindo os custos de fretes e os acidentes.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A Privataria Petista - Parte I

Petistas e simpatizantes tiveram, após nove anos de descalabros, um mês de glórias! Foi lançado o livro “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Júnior. Desde então o livro se tornou a bíblia dos petistas e parte integrante de sua cartilha. Conversar com um deles agora ficou extremamente chato:
Cidadão – Você viu? Caiu o sexto Ministro do Governo Dilma em 12 meses!
Petista – Caiu, mas a privataria tucana...
Cidadão – Você viu? Cassaram os prefeitos petistas de Campinas e Sumaré!
Petista – Cassaram, mas a privataria tucana...
Cidadão – Você viu? A inflação esta nas alturas, o país cresceu mediocremente e esta se desindustrializando!
Petista – É, estamos falindo, mas a privataria tucana...
Mas não é do livro que quero falar. Afinal, não vou perder meu tempo com as asneiras que um ex-jornalista, com uma ficha gigantesca na polícia e a serviço da máquina eleitoreira petista escreve. Quero falar das privatizações realizadas pelo PT ainda no governo Lula.
O Partido dos Trabalhadores há anos critica as privatizações realizadas no governo Fernando Henrique Cardoso, no plano Federal, Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra no plano Estadual. A balela, que surge somente em anos eleitorais, é a mesma de sempre: entregaram o patrimônio público nas mãos dos empresários, dos banqueiros, dos estrangeiros e blá, blá, blá...
Então vamos ao que o PT não fala: a verdade!

O Surgimento das Estatais Brasileiras
As empresas estatais surgiram de uma necessidade do Estado: a industrialização do país. Após a tomada do poder Getúlio Vargas criou diversas estatais. Petrobrás, Vale do Rio Doce e CSN são algumas delas. Estas empresas tinham por função fomentar a indústria de base, o que atrairia investimentos no setor industrial. A vinda das primeiras montadoras de veículos ao país deu-se graças a essas estatais.
Além das estatais responsáveis pela alavancagem da economia, outras estatais foram criadas para desenvolver setores estratégicos, como a telefonia e energia elétrica.
De uma forma geral, as estatais surgiram com o Estado injetando dinheiro em empreendimentos de alto risco. Onde não havia interesse ou segurança para capital privado, lá estava o Estado paternalista. Muitos destes investimentos foram realizados com empréstimos, inchando as dívidas internas e externas brasileira. Esta foi a única forma de tirar o país da economia agrícola e colocá-lo - dois séculos depois da revolução industrial na Europa – no mapa da industrialização.
O objetivo do Estado não era lucrar com as estatais. A principal função delas era dar o “start” na industrialização. O desenvolvimento econômico, tecnológico e social viria a reboque, por vias da livre iniciativa, que tem a liberdade e criatividade de impulsionar a economia, sem fisiologia.
Continua...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Investimento em P&D é o futuro. Em Limeira falta o básico!

Em artigo publicado pela revista Scientific American Brasil, o prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg, fala sobre a atração de novos talentos e da importância que eles tiveram à cidade. Alguns dos grandes inovadores como Charles Pfizer e Alexander Graham Bell eram de Nova Iorque, numa época em que a única vantagem de uma cidade era a facilidade em escoar a sua produção. Nos dias atuais, com a facilidade nas comunicações e nos meios de locomoção, as barreiras de localização já não existem mais e o grande entrave à transpor é a pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Ter grandes universidades e um ambiente de inovação fértil é facilitador na atração de investimentos de grande porte, especialmente das grandes fabricantes de produtos tecnológicos como computadores, smartphones e tablets. Partindo deste princípio, Bloomberg esta investindo pesado na atração de centros acadêmicos de ponta e assim recuperar a liderança perdida para Boston e para o Vale do Silício, nos EUA. Desde o meio deste ano, Nova Iorque esta oferecendo às universidades interessadas a se instalarem por lá um imóvel de ponta e até US$ 100 milhões em investimentos.

Certamente todo este investimento não é em vão. Segundo estimativas da prefeitura de Nova Iorque, nos 30 primeiros anos de funcionamento de um centro tecnológico de ponta, podem ser geradas 400 empresas de tecnologia e cerca de 30 mil empregos permanentes. Isso sem contar o aumento de renda que um número maior de graduados traz.

Nesta mesma linha a coluna “Contexto Paulista”, da Associação Paulista de Jornais, publicada pelo Jornal de Limeira, desta semana relata as vantagens de São Carlos em ter grandes centros universitários.

Respeitadas as respectivas proporções, volto o foco pra Limeira. Enquanto cidades do Brasil e do mundo investem em P&D, Limeira sofre com problemas básicos como a segurança nas proximidades dos campi, e a falta de facilidades. A UNIP teve sérios problemas de acesso, assim como a FAAL teve problemas com documentação. Os investimentos nos acessos do novo Campus da UNICAMP só agora, 4 anos depois, estão sendo realizados (boa parte ainda é proveniente de empreendedores da região).

Os investimentos no ensino superior e em P&D não devem partir apenas do Estado ou da livre iniciativa. É preciso que o município volte os olhos para o ensino superior de qualidade. Cordeirópolis e Piracicaba tem faculdades municipais. Porque não Limeira investir na sua também?

Nos últimos 10 anos Limeira se tornou um importante centro universitário. Grandes universidades públicas e particulares se instalaram por aqui. Se existisse um planejamento de qualidade e um efetivo investimento, direto e indireto, nestas e em novas universidades, poderíamos estar correndo como Nova Iorque: eles para serem a melhor cidade em P&D dos EUA e nós para sermos a melhor do Brasil!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Dr. Hélio Cassado: um naco de esperança!

O Brasil é um país jovem democraticamente falando. Estamos num regime democrático há 25 anos. Quase nada perto dos ingleses, que instituíram sua Carta Magna em 1215, 285 anos antes da descoberta do Brasil. Nesse quarto de século já vimos muito: abertura do mercado, estabilização da moeda e impeachment de Presidente da República. As coisas vão acontecendo e nós, como democracia, vamos amadurecendo. É um amadurecimento lento, mas o importante é estar amadurecendo.

Neste último fim de semana mais uma cena deste amadurecimento aconteceu: o impeachment do prefeito de Campinas, o Dr. Hélio (PDT). A décima economia do país e a terceira maior cidade do Estado de São Paulo teve o prefeito cassado por 32 votos a 1.

Não que a justiça tenha sido feita. O ideal era vermos o Dr. Hélio, sua esposa e o resto do bando na cadeia e o dinheiro roubado de volta aos cofres públicos. O que importa é o simbolismo que um impeachment traz consigo. Pior que a derrota nas urnas é a derrota política de quem sofre um impeachment, já que quem recebeu a confiança do sufrágio universal e depois assalta o erário público nada mais é que um traíra, um Judas.

Em meio a inúmeras denúncias de corrupção no governo do PT (que por sinal tem estritas ligações com o pessoal de Campinas – vide a visita oculta de Zé Dirceu e a amizade de Lula com um dos líderes do bando campineiro), a cassação do prefeito da cidade mais importante do interior do estado mais importante do Brasil é um naco de esperança neste mar de lama em que estamos afundando. Quem sabe o exemplo de Campinas não se espalhe por outras cidades (especialmente algumas vizinhas), estados e quiçá no Governo Federal.

Quem assume em Campinas é o vice, Demétrio Vilagra (PT), que esta atolado até o pescoço no esquema de corrupção e teve até sua prisão decretada. Por isso ainda há muito que fazer por lá. A faxina (palavra do momento) deve estar apenas começando. O importante, que é primeiro passo, já esta dado. Resta extirpar toda essa corja de Campinas, o que provavelmente será feito nos próximos dias.

Que este momento histórico pra nossa região seja desencadeador de uma faxina geral na política do Brasil e que os políticos que se acham espertalhões encontrem o seu lugar: o xilindró!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Comentários da Semana

Shoppings Centers

A semana foi agitada em relação aos novos empreendimentos na cidade. Ao menos no quesito maquetes eletrônicas os dois novos empreendimentos foram apresentados.

Pátio Limeira

Enquanto isso o Shopping Pátio Limeira tenta se reerguer do incidente no início do ano. A movimentação já esta no mesmo patamar pré-incidente.

Preocupação

Minha preocupação é se os três empreendimentos vão conseguir conviver. Somente o público limeirense não será suficiente para mantê-los funcionando. Será necessário investimento maciço em marketing voltado ao público regional.

União

Além de atrair o público da região, acho importante os três empreendimentos trabalharem como aliados. Se tentarem concorrer entre si fatalmente alguém vai quebrar. Se trabalharem juntos, diferenciando o foco de atuação, há grande chance de os três empreendimentos fazerem sucesso!

Quem é quem

Ano que vem, nesta mesma época, veremos quem é quem na política limeirense. Muitos inexperientes que acreditaram em alguns projetos perceberão que só foram usados para alavancar candidatos.

Quem avisa amigo é

Tentamos avisá-los, mas caíram como se cai na tentação de um doce...

Desapropriações

As desapropriações para a construção do viaduto no Jardim Florença só foram publicadas no Jornal Oficial na semana que se passou. Salvo um milagre de essas desapropriações serem amigáveis, já vi que vai rolar muito aditivo nesta obra.

Lugar errado

Penso que a administração municipal errou na construção deste viaduto. Se fosse construído sobre a rotatória da Barroca Funda atenderia muito mais pessoas. Quem mora na região do Aeroporto, Jardim do Lago e Nova Europa vai continuar enfrentando os congestionamentos nos horários de pico.

Alto Padrão

Já quem mora nos bairros de alto padrão será beneficiado. Os seus carrinhos de luxo não precisarão enfrentar todo aquele congestionamento.

Transporte Coletivo

Pensando no transporte coletivo, um viaduto na Barroca Funda atenderia no mínimo três vezes mais ônibus do que o viaduto no Florença. Mais trabalhadores - que cansados de um dia de trabalho penam com o sofrível transporte coletivo de Limeira - ficariam menos tempo neste congestionamento.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Vou repetir: CML é pau mandada!

A vereadora Iraciara que me desculpe, mas tenho que repetir: A Câmara Municipal de Limeira é pau mandada do prefeito! A senhora pode me chamar novamente de vagabundo - e outros adjetivos usados na tribuna da Sessão (bem) Ordinária de 27 de março de 2006. Adjetivos estes não condizentes com os usados por uma pessoa de Deus -, mas não há outro adjetivo para o Legislativo limeirense nestes últimos seis anos e meio que não este.

Logicamente não é uma Câmara 100% pau mandada, pois existe uma oposição. Mínima, mas existe! Infelizmente ela é composta por apenas 20% da Casa, o que anula totalmente uma atuação mais firme. Diante disso o Executivo deita e rola. O Legislativo apenas diz amém.

O mais intrigante é que os vereadores da base governista, liderados na Câmara pela senhora Iraciara, engolem calados os mandos e desmandos do Executivo. A troco de quê é a grande questão, porque pelo bem de Limeira certamente não é, já que a cidade esta tão abandonada e mal administrada que somos motivo de piada nas rodas políticas da região.

Na última semana dois fatos comprovaram a mesquinharia deste grupo. O primeiro foi o rolo compressor pra cima da proposta do vereador Mário Botion. A manobra para substituir a proposta da Lei da Ficha Limpa do Botion pela suposta proposta já existente partindo do Executivo foi uma atitude ridícula e covarde contra o vereador. No fundo a manobra não passa de uma blindagem aos obscurantismos do Executivo limeirense. Obscurantismos estes que se estendem ao Legislativo.

A segunda mesquinharia foi a manobra para esvaziar a discussão sobre o Código Ambiental de Limeira, proposta pelo vereador Paulo Hadich. A audiência pública marcada para a última terça-feira foi marotamente esquecida de ser registrada na ata da reunião da comissão pertinente, cujos participantes (Nilce e Carlinhos) são da base governista. Com isso a audiência se esvaziou.

Estes fatos ocorreram apenas na semana passada. Se elencarmos todos os mandos e desmandos deste governo não haveria paciência dos leitores para tantas linhas.

É vergonhosa esta legislatura. A base governista se concentra em fazer Leis imbecis (como proibir festas raves e colocar buzinas em cadeiras de rodas) e em blindar o prefeito. A oposição, recheada de boas propostas (como a redução do ISS, a Lei da Ficha Limpa e o Código Ambiental de Limeira), fica engessada.

Não sou um vagabundo como disse a vereadora Iraciara. Trabalho e trabalho muito pra pagar o salário dela. Também trabalho pra pagar a farra que o Executivo faz com o meu dinheiro plantando e replantando grama, aplicando recapeamento de má qualidade e planejando torres inúteis. Farra esta blindada (pra não dizer encoberta) pelo Legislativo. A vereadora pode dizer muito sobre a minha pessoa, mas são mentiras deslavadas. A única coisa que não é mentira nesta história é que a Câmara Municipal de Limeira é, usando de um eufemismo, subserviente.

sábado, 9 de abril de 2011

Cansei de incompetência. E você?

Na campanha à prefeitura em 2004, Silvio Félix estufava o peito e dizia que era um administrador de mão cheia. Pouco mais de seis anos depois estamos comprovando que a realidade é outra. Ela passa longe, mas muito longe de uma excelente administração.

Limeira esta sendo pessimamente governada há oito anos. Tudo o que se faz por aqui é na base da gambiarra. A começar pelo prédio do próprio paço municipal, um prédio velho e mal estruturado pra receber a administração pública e que foi comprado às pressas e pela metade, deixando um rombo nos cofres públicos.

Com o passar dos tempos a ingerência tomou conta da cidade. A duplicação do anel viário é uma piada, pois esta sendo feita sem critério e sem qualidade. A tão propalada integração do transporte público, construção do terminal urbano e renovação da frota é uma peça de ficção. O estacionamento vertical e a Companhia de Engenharia de Tráfego devem ter sido esquecidos em alguma gaveta do Edifício Prada. Sem contar as obras faraônicas que qualquer um com mais de dois neurônios sabe que eles não têm competência para realizar. Os distritos industriais então, não quero nem comentar pra não sofrer um processo por calúnia e difamação.

Para se ter uma idéia de quanto a incompetência reina nesta administração nem o IPTU eles conseguem entregar em dia. Um mecanismo importante de arrecadação do município não consegue ser impresso e entregue a tempo. E o pior é que o problema vem se arrastando há anos.

Enquanto isso, nos municípios vizinhos, mega indústrias se instalam, obras públicas de vulto são anunciadas e os indicadores sócio-econômicos crescem mais rapidamente que por aqui. Estamos vendo, ao largo, a ascensão de cidades como Americana, Piracicaba e Hortolândia.

A minha dúvida é até quando estas autoridades serão incompetentes? Até quando o eleitor vai manter os incompetentes no poder? Será que nunca perceberão o engodo à que se submeteram? Ninguém se cansou ainda dos factóides, das obras que não duram um ano e das denúncias de corrupção por todo lado?

Eu já me cansei desde a campanha, em 2004. E você?

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Na era Félix o jovem não tem vez!

Acabo de chegar de um fim de semana em Bauru, uma das mais belas cidades que conheço no estado de São Paulo. Em dois dias visitei alguns lugares: o Bar do Português (o melhor chopp do Brasil), um Pub (bar no estilo Irlandês) e outro bar, o Capela, que se assemelha muito ao limeirense Bar da Montanha. Além da diversão fiz negócios em um belo centro empresarial e conheci alguns universitários engajados na política. Ir à Bauru é uma viagem revigorante e que me enche de novas idéias.

Infelizmente a volta pra Limeira não é tão gratificante. Ao chegar abro um jornal local e vejo que a cidade passou por uma blitz para coibir os famosos “points”. Ao que tudo indica a mega operação foi praticamente um show pirotécnico com centenas de policiais, guardas e fiscais.

Até concordo que é preciso respeitar o sossego alheio, que é preciso coibir a venda de bebidas alcoólicas à menores de idade, o tráfico de drogas e o abuso do álcool ao volante, mas o que nós jovens iremos fazer? Ficar em casa em pleno sábado a noite é que não será!

O problema é que a cidade não incentiva o investimento em locais apropriados à diversão dos jovens. Na atual administração a situação piorou muito com a proibição de shows nos clubes e com a perseguição aos “points”. As opções que restam são obrigadas a fecharem as portas por não se adequarem a “Lei do fecha bar”, como se todo e qualquer estabelecimento fosse um boteco de esquina que vende doses e mais doses de pinga a espancadores de esposas e assassinos alcoólatras. É absurdo ainda maior as polícias, a guarda e a fiscalização da prefeitura chegar no meio dos eventos e interrompê-los ao invés de procurar os estabelecimentos antes do expediente.

É lamentável vermos a nossa cidade tratar os jovens desta forma. A administração pública age como se não houvesse pluralidade na juventude e na suposição de que a única solução para os problemas da juventude é aprisioná-los em um culto/missa louvando ao Senhor. Afirmo: não é e nunca será! Não será reprimindo a juventude que se resolverá o problema. É preciso incentivar a criação de “points” regularizados, com segurança para os usuários e os munícipes. O que impede, por exemplo, a determinação de uma ou duas avenidas da cidade como “points” oficiais, onde empresários teriam um incentivo para instalarem estabelecimentos de entretenimento e com o compromisso de zelarem pelo sossego alheio? O que não pode acontecer é a fiscalização barrar este tipo de atividade enquanto igrejas infernalmente ensurdecedoras continuam se multiplicando pela cidade.

Além do bem-estar do jovem é preciso se pensar na economia. O entretenimento é um dos impulsionadores da economia, gerando empregos e renda. Todos os fins de semana inúmeros jovens limeirenses deixam milhares de Reais nas economias das cidades da região e milhares de jovens da região deixam de gastarem aqui. Isso contribui ainda mais para que Limeira se torne uma cidade dormitório, fato que esta se evidenciando como a principal característica do governo Silvio Félix.

Limeira esta se tornando uma cidade universitária e a vinda de mais jovens pra cá pede mais investimentos na juventude. Também é preciso um pouco de tolerância com as extravagâncias, natural e parte integrante do aprendizado do jovem. Ignorar que precisamos nos divertir de diversas formas, com certa liberdade é um erro e pode provocar a ira da juventude. E como diria o velho slogan: “os jovens unidos jamais serão vencidos.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Brasil, um país de tolos

Há algumas semanas venho refletindo muito sobre o que li no livro de Laurentino Gomes, o best seller “1808”.

Um dos assuntos que mais me chamou a atenção foi o fato do Brasil ser uma colônia estritamente extrativista de Portugal por três longos séculos. Segundo o autor não era interessante a Portugal que a colônia se industrializasse. O próprio Portugal não se industrializou e se manteve a custa das colônias nas Américas, África e no Oriente.

Extrair e vender a matéria prima sem agregar ou agregando pouco valor é um sinal de preguiça. Aliado a escravidão o extrativismo criou uma corte preguiçosa e perdulária, já que gastar uma fortuna ganha sem trabalho algum é muito fácil.

Quem se deu bem foi a Inglaterra, principal parceiro comercial de Portugal na época. É inestimável a fortuna que eles fizeram em cima do nosso ouro, diamante, madeira, cana de açúcar e vários outros tesouros naturais. Os portugueses extraiam o ouro, os ingleses criavam as peças trabalhadas e lucravam mais de 1000% em cima. Assim também acontecia com o diamante e com o pau-brasil.

Os anos se passaram, mas parece que a preguiça e a farra com o dinheiro fácil não acabou. O governo se ufana das exportações brasileiras baterem recordes em cima de recordes. Mas o que nós exportamos? Infelizmente ainda exportamos apenas matéria prima. Exportamos à China minério de ferro e importamos seus produtos manufaturados. Exportamos soja, milho, algodão e carnes “in-natura” e importamos alimentos mais sofisticados produzidos com as nossas comodites.

A nossa corte continua perdulária. A farra com o dinheiro alheio não tem limites neste país. Aumento salarial desproporcional a políticos, gastos com cartões corporativos batendo recordes, bolsas auxílio que não passam de compra de votos travestida de programa social, gastos mal planejados. A lista é enorme!

Por cinco séculos vivemos nesta preguiça perdulária e não chegamos a lugar algum. Ainda temos diferenças sociais gritantes e muitas injustiças neste país. Agora que estamos na crista da onda nossos comandantes deixam de aproveitar e investir em educação, em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e em infraestrutura.

Só o que Lula, Dilma, PT e a prostituta base aliada souberam fazer é aplicar as técnicas dos marqueteiros pra vender um falso produto que nos assola desde o descobrimento. Brasil, um país de todos, não passa de um país de tolos: os que vendem a falsa imagem e os 87% que aprovam esta tolice.